Também já se sabe que cerca de 4% dos vinhos podem sofrer
contaminação, através da rolha de cortiça
natural, do fungo TCA – Tricloroanisol, o vinho então ficará
com aroma de bouchonné (mofo) e pode ainda ocorrer de um vinho
estar avinagrado, com elevada presença de ácidos, sobretudo
de ácido acético.
Até os vinhos jovens são beneficiados
com a decantação. Como um refrigerante que libera parte
do seu dióxido de carbono quando é aberto, mas guarda algumas
bolhas na bebida, o vinho retém muitos dos seus componentes aromáticos
em solução na garrafa e uma parcela deles está concentrada
no gargalo - parte superior do líquido, aquele espaço vazio
entre a base da rolha e o vinho. Quando retiramos a rolha e o vinho é
colocado num decantador ou numa taça, ambos com gargalos bem maiores,
aqueles aromas, bons ou ruins, têm para onde escapar.
Se não forem decantados é importante
abrir a garrafa com antecedência de 20 ou 30 minutos de tempo antes
de serem servidos, e já servir algumas taças, desta forma
o nível do vinho ficará abaixo do gargalo, garantindo uma
área muito maior de contato entre a bebida e o ar.
Como decantar: Temos que separar os sedimentos dos
vinhos mais velhos, mais maduros, depositados nas paredes da garrafa.
Segure o gargalo da garrafa próximo a alguma fonte de luz, pode
ser uma vela, e vagarosamente vá despejando o vinho no decantador.
A luz ajudará a ver quando os sedimentos chegam próximo
ao gargalo. Vá com cuidado e em hipótese alguma agite a
garrafa.
Os vinhos evoluídos, ou seja, os mais velhos,
podem ser decantados com 5 ou 6 horas antes de serem servidos. Já
os mais jovens com uns 20 minutos. Não tenha receio de abrir a
garrafa e decantar o vinho na hora do almoço para servi-lo na hora
do jantar. Às vezes o único problema é resistir à
tentação de bebê-lo logo...
Josi Pieri – sommelière
josipieri@brancotinto.com.br
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